Como o esporte se relaciona com nossa saúde cerebral?

A primeira evidência científica de saúde mental e esporte foi em animais, o que mostrou que o exercício aeróbico poderia estimular alguns componentes celulares e moleculares do cérebro.

(Neeper, Pinilla, Choi y Cotman, 1996).

O que acontece a nível cognitivo com pessoas mais velhas que são fisicamente ativas?

Em 1999, um grupo de cientistas da Universidade de Illinois observou que um grupo de voluntários, que durante 60 anos levou uma vida quase sem atividade física, passou por uma caminhada rápida e sustentada de apenas 45 minutos três vezes por semana. O que eles conseguiram, este grupo de adultos mais velhos conseguiu melhorar notavelmente suas habilidades mentais, que diminuem com a idade.

E quanto às crianças?

Não podemos esquecer as crianças. O exercício também as beneficia em nível cognitivo. Isto se reflete em um grupo de voluntários, que se submeteram a um programa que consistia em correr moderadamente por apenas 30 minutos, três vezes por semana, durante três meses. Os resultados mostraram que há um melhor desempenho nos testes que foram aplicados após o programa de treinamento físico. Eles também melhoraram a atenção, o controle inibitório e a memória de trabalho.

Qual é a razão científica para isso?

Vários estudos em ratos mostraram que a atividade física aumentou a secreção do fator neurotrófico cerebral (BDNF), uma neurotrofina relacionada ao fator de crescimento nervoso, localizada principalmente no hipocampo e no córtex cerebral. A BDNF, melhora a sobrevivência dos neurônios tanto in vivo quanto in vitro, além disso, pode proteger o cérebro contra isquemia (AVC) e promove a transmissão sináptica (transmissão química ou elétrica entre duas células no nível do sistema nervoso).

Por outro lado, em humanos é evidente que o desempenho do exercício físico ajuda a preservar em melhores condições a função cognitiva e sensorial do cérebro. Isto porque a atividade física faz com que o músculo segregue IGF-1 (um hormônio semelhante em estrutura molecular à insulina, que desempenha um papel importante no crescimento infantil e adulto, tendo efeitos anabólicos, ou seja, favorece o crescimento dos tecidos), que entra na corrente sanguínea e atinge o cérebro e estimula a produção do fator neurotrófico cerebral.

O fator neurotrófico cerebral é uma família de proteínas que são liberadas na corrente sanguínea e são capazes de se ligar a receptores em certas células para estimular sua sobrevivência, crescimento ou diferenciação. Uma de suas funções é impedir que os neurônios alvo iniciem a apoptose (morte celular), permitindo assim que os neurônios sobrevivam. Isto desempenha um papel muito importante a nível neuro-preventivo em doenças como Alzheimer, Parkinson, Huntington ou esclerose lateral amiotrófica.

O que acontece com nossa memória?

Um estudo realizado pelo Dr. Kubota da Universidade Handa no Japão, submeteu sete jovens saudáveis a um programa de treinamento que consistia em correr por 30 minutos, três vezes por semana durante três meses. O objetivo deste estudo era comparar a capacidade de memorizar objetos e estabelecer a capacidade intelectual antes e depois do plano de treinamento.

No final dos três meses, os resultados dos testes aumentaram significativamente para todos os participantes, assim como a velocidade do processamento de informações.

No nível do cérebro, notou-se uma melhoria esmagadora na função do lobo frontal do cérebro, que é responsável por várias tarefas como planejamento, solução de problemas, memória, etc.

Eles também descobriram que o consumo de oxigênio aumentou em paralelo com os resultados dos testes, confirmando que manter um fluxo constante de sangue e oxigênio preserva as funções cognitivas. Finalmente, foi observado que os resultados começaram a diminuir se os participantes desistissem do treinamento.

A nível psicológico, que impacto tem o exercício?

  1. Assistência a distúrbios como a ansiedade e a depressão. O aumento do exercício aeróbico ou do treinamento de força tem demonstrado reduzir significativamente os sintomas depressivos.
  2. Permite a tolerância ao estresse
  3. Melhoria do autoconceito e da auto-estima. Em relação à auto-estima, García, Marín e Bohórquez (2012) investigaram em uma população de adultos mais velhos, mostrando diferentes níveis de auto-estima entre os adultos mais velhos que fazem atividade física e aqueles que não fazem, sendo significativamente mais altos no primeiro; demonstrando uma relação positiva entre auto-estima e desempenho de atividade física.
  4. Ela reduz o risco percebido de doenças, gerando efeitos calmantes e antidepressivos, melhorando os reflexos e a coordenação.
  5. Aumento da sensação de bem-estar.
  6. Prevenção de insônias, regulação dos ciclos do sono.
  7. Melhorias nos processos de socialização, pois instila valores como respeito, participação em equipe, amizade, disciplina, paciência, entre outros.

Escrito por equipe Fitnessandsport

Fontes Bibliográficas

  1. O IMPACTO DA ACTIVIDADE FÍSICA E DO DESPORTO NA SAÚDE, COGNITIVIDADE, SOCIALIZAÇÃO E DESEMPENHO ACADÊMICO: UMA REVISÃO TEÓRICA William Ramirez* / Stefano Vinaccia** / Gustavo Ramon Suarez

Para ver em aqui

(Penedo e Dahn, 2005; Rodríguez, Molina, Jiménez e Pinzón, 2011).

  1. Influência do esporte e da atividade física no estado de saúde física e mental: uma revisão bibliográfica. Sergio Humberto Barbosa Granados1 Angela María Urrea Cuéllar

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